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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Ao ar livre e com livros!


Todos os sábados e domingos, os parques do Carmo (Itaquera), Ibirapuera e Luz (Bom Retiro) recebem o projeto Bosque da Leitura, promovido pelo Sistema Municipal de Bibliotecas, das 9h30 às 16h. Um estímulo e tanto para tornar mais próxima a leitura dos cidadãos que vivem em São Paulo. O evento também acontece no Parque Anhanguera (Perus), Cidade Toronto (Pirituba) e Santo Dias (Capão Redondo, mas apenas aos domingos). Estas duas últimas unidades, aliás, foram inauguradas em dezembro de 2009.

As edições do Bosque começaram em 1993, no Parque do Ibirapuera, e foram disseminadas para os demais bairros a partir de 2006, quando houve aumento na procura do serviço. Eu, apaixonada por livros que sou, não conhecia a iniciativa até desenvolver um trabalho de conclusão de curso, no ano passado, cujo tema é a relação de afeto das pessoas com o objeto livro.

Nos seis parques em que o projeto foi implantado, adultos e crianças, além dos livros, também podem pegar emprestados gibis, jornais e revistas ou participar de atividades como contações de histórias, encontros com artistas, educadores e escritores, oficinas de leitura e saraus. Claro que fiquei encantada, pois acredito mesmo que o contato com os livros, principalmente, colabora para a formação de indivíduos e, consequentemente, de uma sociedade melhor.

Como no Brasil, infelizmente, ainda não há uma tradição de leitura consolidada, embora exista muita gente engajada na disseminação desse hábito, penso que unir um espaço de lazer ao ar livre ao acervo literário disponibilizado pelo município é uma proposta bastante animadora, já que são poucas as pessoas que trocam um final de semana ensolarado de passeio no parque para ficar circulando por estantes e mais estantes das bibliotecas, sejam elas públicas ou privadas.

Não que frequentar uma biblioteca seja ruim, ainda mais quando existem versões dela que possuem acervo separado por temas como ciências, cinema, conto de fadas, cultura popular, literatura fantástica, meio ambiente, música e poesia e que elaboram uma programação cultural com base nisso. É que, paulistanamente falando, tudo o que a maioria das pessoas que conheço quer quando não está trancada no escritório trabalhando é curtir a vida em lugares que proporcionem contato com a natureza.

Então, quando descobri o Bosque da Leitura tratei de divulgar para amigos, familiares e afins. Quase uma militante pró-leitura, o que eu ainda vou ser. O acesso à informação deve fazer parte do cotidiano daqueles que realmente querem que mudanças de ordem econômica, política e social aconteçam. E isso é possível quando há o contato com as palavras impressas tanto em livros considerados clássicos quanto nos tais best-sellers. O mais importante é começar a ler, já que isso nos desenvolve intelectualmente.

Para participar, basta que os interessados emprestem e devolvam o material que leem nos parques em que retiraram, no dia da visita. Almofadas, cadeiras, estantes e mesas estão à disposição dos frequentadores que desejam viajar por uma narrativa fantástica ou aprimorar o conhecimento factual. Segundo o Sistema Municipal de Bibliotecas, o programa atende em média 700 usuários em cada um dos parques onde há Bosque da Leitura instalado. Mais informações podem sem obtidas acessando o site da

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Companhia aérea terá camas de casal na classe econômica


A ideia é atrair casais ou famílias pequenas, que poderiam dormir juntos
A companhia aérea neozelandesa Air New Zealand anunciou nesta terça-feira que vai oferecer assentos que viram camas na classe econômica de alguns de seus aviões.

Segundo a empresa, este é o avanço mais significativo em termos de conforto para viajantes da classe econômica dos últimos vinte anos.

As camas são formadas quando os descansos para os pés em três poltronas, uma ao lado da outra, são elevados até o nível dos assentos.

Um cobertor e travesseiros completam o pacote.

Os interessados precisariam comprar os três assentos, mas a companhia está oferecendo o terceiro pela metade do preço.

A ideia é atrair casais ou famílias pequenas, que poderiam dormir juntos.

Preço

A cama econômica foi desenvolvida por engenheiros da Air New Zealand. Cerca de um quarto dos assentos da classe econômica de todos os aviões que fazem as rotas de longa duração serão convertidos.

Eles ocuparão as primeiras 11 fileiras da classe econômica nos novos aviões Boeing 777-300 da empresa.

As camas econômicas estarão à venda a partir de abril.

Para se ter uma ideia dos custos, um casal viajando da Nova Zelândia para a Grã-Bretanha pagaria em torno de US$ 10,8 mil por uma "cama" na classe econômica - ou seja, US$ 5,4 mil cada um.

Passageiros que viajam deitados na classe business pagariam por volta de US$ 7,1 mil cada um pelo mesmo trajeto, e um assento comum na classe econômica custaria quase US$ 4,3 mil.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Andando na corda bamba


Havia dois amigos do rei, e ambos haviam sido acusados de terem cometido um crime.
Por os amar, o rei quis mostrar sua misericordia, mas não podia inocenta-los,
Porque nem mesmo a palavra do rei pode prevalecer sobre a lei.
Assim, ele deu este veredito:
Uma corda foi esticada sobre um profundo precipício, e, um após o outro, os dois deveriam andar
sobre ela.
Quem alcançasse o outro lado teria a sua vida garantida.
Foi feito como ordenou o rei, e o primeiro dos amigos fez a atravessia a salvo.
O outro, ainda parado no mesmo ponto, gritou para ele:
"Diga-me, amigo, como conseguiu atravessar?"
O primeiro respondeu:
"A única coisa que sei é isto:
Sempre que me sentia caindo para um lado
eu me inclinava para o outro".

Não se entregue demais aos prazeres, nem renuncie demais.Não esteja somente no mundo e não fuja dele.Mantenha o equilíbrio. Quando sentir que está se entregando demais ao mundo, incline-se para a renúncia; e quando sentir que está se tornando um renunciante, um asceta, incline-se de volta aos prazeres.Fique no meio.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Felicidade Interna Bruta














Ignorada pelos roteiros turísticos tradicionais, Paro é a porta de entrada para o Butão, pequeno reino do Himalaia, localizado entre os gigantes China e Índia, na Ásia. Paro não é a capital - a sede administrativa é Thimphu -, mas a única cidade do país que tem aeroporto. A 2.250 metros acima do nível do mar, o vale é também um dos principais pontos de partida para algumas das montanhas mais altas do mundo, como a Gangkhar Puensum (7541 metros acima do nível do mar) e a Jumolhari (7314).

Uma das nações mais pobres do globo, de acordo com a ONU (Organização das Nações Unidas), o Butão também figura entre as dez mais felizes, segundo pesquisa da University of Leicester, no Reino Unido. O país tem fome zero, analfabetismo zero, índices de violência insignificantes e nenhum mendigo nas ruas. Não há registro de corrupção administrativa e o povo adora o rei, Jigme Khesar Namgyal Wangchuck, o quinto em cem anos de monarquia (1907-2007).

Felicidade é levada a sério no país - único do mundo a ter Gross National Happiness (Felicidade Interna Bruta, na tradução para o português) como política pública. Ao Estado cabe prover as condições necessárias para que a população possa se concentrar na busca da felicidade, por meio dos ensinamentos do budismo.

O conceito de Gross National Happiness tem quatro pilares - preservação das tradições butanesas e do meio-ambiente, crescimento econômico e bom governo. Instituída pelo quarto rei, Jigme Singye Wangchuk, em 1972, a política foi criada para se contrapor à idéia de que PIB (Produto Interno Bruto) - que é baseado em valores materiais - mede a qualidade de vida da população. O salário mínimo no Butão é cerca de US$ 100 mensais.

O pequeno reino de 38,4 mil quilômetros quadrados é menor do que o Estado do Rio de Janeiro. Tem 72,5% de sua área coberta por florestas, 34 rios e uma biodiversidade de dar inveja a muitos países ricos. Também abriga cerca de 2000 templos e monastérios budistas, um deles - Kichu Lakhang -construído em 659 d.C, em Paro.

Em cada distrito - são 20 no total -, tem um "Dzong" - antigos fortes hoje usados como sede administrativa. Assim como os "Chortens" - pequenos templos construídos para abrigar imagens de Buda e relíquias religiosas, os Dzongs são símbolos da identidade e cultura butanesas.


REINO DO HIMALAIA

O budismo foi introduzido no Butão pelo guru Rinpoche no século 8

Templo do National Memorial Choeten, em Thimphu

Ema é largamente cultivada e consumida como legume no Butão
O QUE ACHA DA POLÍTICA DE FELICIDADE DO PAÍS?
COROAÇÃO DO NOVO REI
VEJA FOTOS DO BUTÃO
Estilo butanês

Os butaneses são simples, hospitaleiros e muito gentis. Não apresentam os sinais de estresse, pressa e impaciência tão comuns nas culturas ocidentais. A qualquer pergunta do tipo: "posso fazer isso?", eles respondem invariavelmente o mesmo: "se isso te faz feliz, sim".

No país antitabagista, pés de maconha crescem livremente. Por tradição, os camponeses usam a planta para alimentar porcos. Por causa do turismo e da televisão, butaneses que moram em centros urbanos, como Thimphu e Paro, já conhecem o uso da erva para fins de entretenimento, mas a prática não é comum. Os butaneses confiam no que diz o rei, que baniu o fumo do país em 2005, proibindo a venda de tabaco. Foi a primeira nação do mundo a adotar a medida. De qualquer forma, quem consegue obter cigarros - por intermédio dos turistas ou da venda clandestina - pode fumar. Não tem punição para quem fuma, só para quem vende tabaco. Estabelecimentos que vendem cigarro clandestinamente correm o risco de ter a licença cassada.

A arquitetura é uma das maiores atrações do Butão. Os prédios e casas têm estrutura de madeira e taipa (barro amassado). As estacas são esculpidas e encaixadas umas nas outras sem a ajuda de pregos. O acabamento dos telhados é feito e pintado a mão. Em muitas construções, desenhos de pênis enfeitam as paredes caiadas (pintadas com pó branco, extraídos do arroz), em homenagem ao guru Drukpa Kuenley, deus da fertilidade.

Casas são geralmente construídas sem projeto arquitetônico, mas os butaneses fazem consultas astrológicas antes de erguer suas residências, algumas com cerca de 900 anos. Os dzongs têm formato ligeiramente piramidal - largos na base e mais estreitos no topo.

Algumas pinturas dos prédios são verdadeiras obras de arte, com dragões e desenhos de flores, bolas, portais e rodas da sorte (um dos símbolos do Butão) - todos coloridos. A casa butanesa típica é grande. Tem quatro andares que abrigam animais (térreo), diferentes gerações da família - avós no primeiro, pais e filhos no segundo - e suprimentos de inverno.

Tradição

O pequeno reino do Himalaia é também conhecido como "Land of Thunder Dragon". Por isso, o Butão ostenta um dragão branco em sua bandeira laranja e amarela. O dragão é um símbolo nacional, tanto quanto o a papoula azul e os ciprestes, tão comuns no país. Em vez de futebol, vôlei, tênis ou basquete, o esporte nacional do Butão é o arco e flecha.

Butaneses acreditam que mente, fala e corpo têm de estar em harmonia. Eles cultuam o budismo Mahayana, que tem garantia Constitucional no país. Essa é a herança espiritual que o povo deve passar para as próximas gerações, pregando a paz, a compaixão e a não-violência.

A população tem estatura mediana (entre 1,60 m e 1,75 m) e mantém boa forma física. Além de andar bastante por falta de transporte público, os butaneses se alimentam basicamente de arroz montanhês, batata e pimenta.

A população é adepta à poligamia, e isso vale para homens e mulheres. Alguns butaneses se casam com várias pessoas de uma mesma família. O quarto rei, Jigme Singye Wangchuk, por exemplo, é casado com quatro irmãs.

A sociedade tradicional butanesa é matriarcal. É hábito local o homem se mudar para a casa da mulher, após o casamento. Herança também costuma ser totalmente transferida às filhas, na maioria das regiões do Butão. Essas tradições têm se dissipado em virtude da influência de indianos, nepaleses e outros estrangeiros que se casam e vão morar no país. No Sul, por exemplo, onde há mais hindus, as mulheres se mudam para as casas dos maridos.

O culto às tradições butanesas é uma política de governo e uma questão de sobrevivência. Localizado entre dois países de culturas muito fortes - China e Índia -, o Butão está suscetível a influências. Tem de preservar seus hábitos e costumes para não perder a identidade. Além disso, o país não tem seguridade social e depende dos jovens para manter seus idosos vivendo com dignidade. É tradição no país que os mais novos morem na mesma casa dos pais e sustentem os mais velhos.

O artesanato e o vestuário também têm tradição milenar. Peças de prata e cobre, tecidos criados no tear, bordados feitos a mão, dragões e Budas esculpidos em madeira, pinturas e desenhos de fundo religioso enfeitam todas as casas e estão em todas as lojas de suvenires do país. Butaneses misturam cores fortes e sóbrias, com um resultado sempre vibrante.

Ao ver as roupas de um butanês, tem-se a sensação de viagem no tempo. Os homens usam "gho" - espécie de vestido longo preso na cintura por uma faixa. Dentro do vestido, os homens usam camisa com gola e longos punhos brancos. Os sapatos são sociais - pretos e feitos de couro. Nos dias frios, meias de lã preta esticadas até os joelhos aquecem as pernas dos butaneses. As mulheres vestem "kira" - uma peça de pano longa e colorida, sustentada por presilhas na altura dos seios, num modelo tomara-que-caia. Os ombros são cobertos por blusas de seda de mangas longas e cores vibrantes.

Turismo cultural

Para proteger seu patrimônio cultural e ecológico, o governo faz campanhas nas escolas rurais, treina guias turísticos e controla o turismo com mão de ferro. Oficialmente, o país abriu as portas aos estrangeiros em 1974, depois de séculos de isolamento e de muitas discussões sobre impacto sociocultural promovidas pelo rei e seus oficiais.

Turistas estrangeiros só entram no país depois de pagar uma taxa diária que varia de US$ 200 (julho e agosto) a US$ 250 (demais meses). A taxa contempla serviços de guia, hospedagem em hotel categoria turística, alimentação (pensão completa) e transporte dentro do país. A idéia não é frear o número de visitantes, mas desenvolver um turismo qualitativo e evitar que o número de estrangeiros seja maior do que o país pode abrigar em seus cerca de 1.900 quartos de hotel.

Aproximadamente 29 mil estrangeiros visitam o Butão anualmente, e cerca de 70% manifestam desejo de voltar em menos de cinco anos, segundo pesquisa realizada pelo Departamento de Turismo do governo.

Apesar de ter 72,5% de sua área coberta por florestas, apenas 4,3% dos visitantes vão ao país para fazer trilhas até as montanhas do Himalaia. A maioria (95,7%) é atraída pela riqueza cultural, religiosa e tradições do Butão. O país cultua o guru Rinpoche, também conhecido como Segundo Buda.

O Butão tem menos de 700 mil habitantes - uma população semelhante à da cidade de Santo André, na Grande São Paulo. Quase 90% de seus residentes vivem da cultura de subsistência e enfrentam problemas de infra-estrutura, como transporte precário e falta de saneamento básico. O turista deve estar preparado para longas jornadas sem banheiros ou para botar o pé na lama, quando o dia está chuvoso.

A melhor época para visitar o país é de outubro a maio, por causa dos festivais de máscaras e dança (outubro) e das comemorações pelo Dia Nacional (17 de dezembro). Quem tem o propósito de fazer "trekking" pelo Himalaia deve evitar os meses de novembro a fevereiro, quando muitas trilhas são bloqueadas pela neve.

Agosto e setembro são tradicionalmente chuvosos e também pouco recomendados para "trekking". Nesta época, a visibilidade cai e muitos vôos são cancelados. A temperatura média anual no Butão varia de 10 a 30 graus centígrados, mas a variedade de microclimas é grande. Thimphu e Punakha, por exemplo, são mais quentes que Paro e Bumthang, que têm mínimas que beiram os cinco graus negativos em janeiro.

História

Não há registro histórico no Butão antes do século 7. Acredita-se que o país era inabitado até o ano 2000 a.C. No século 7, o rei do Tibete Songtsen Gambo, construiu os dois primeiros monastérios do país - o Kyichu Lhakhang, em Paro, e o Jambay Lhakhang, na cidade de Bhumtang. Os templos colocaram o Butão no mapa do Budismo.

Até o século 20, o Butão era regido pela filosofia budista, que oferecia diretrizes administrativas, sociais, morais e legais. Somente em 1907, o país coroou o seu primeiro rei, Gongsar Ugyen Wangchuck, dando início a uma monarquia hereditária.

O Butão é hoje é uma monarquia democrática. Por decisão do quarto rei, os butaneses foram às urnas pela primeira vez para escolher seu primeiro-ministro, Jigme Thinley, em março de 2008. Quatro meses depois, o país promulgou sua primeira Constituição.

Atualmente, o rei do Butão se envolve somente com questões de segurança nacional. Cabem ao primeiro-ministro as demais decisões. Mesmo assim, a imagem do rei está presente em quase todas as casas, bares, restaurantes e prédios públicos do país. A família real costuma participar de todas as festividades e comemorações butanesas, atraindo grande interesse da população.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Série de livros de Crepúsculo pode ter continuação, segundo autora


A autora Stephenie Meyer, responsável pelos quatro livros da saga Crepúsculo, parece ter voltado atrás quanto ao final da série. Ela havia decretado o fim da saga com o quarto livro, Amanhecer, continuando apenas a escrever outros livros com pontos de vista e diferentes personagens, mas sem a evolução da história.

Em entrevista à Entertainment Weekly, porém, a autora ressaltou que ainda existe a possibilidade de uma continuação. "Não posso dizer que minha experiência com Crepúsculo terminou para sempre. Não estou trabalhando em nada relacionado à saga no momento, nem nos próximos meses. Mas ainda existe a possibilidade de voltar e fechar algumas portas que permaneceram abertas".

O próximo filme da série a estrear é A Saga Crepúsculo: Eclipse, dirigido por David Slade (30 Dias de Noite), que estreia nos cinemas no dia 30 de junho. Quanto ao quarto longa, o produtor Wyck Godfrey revelou a existência de uma indefinição entre a adaptação do livro em um ou dois longas.

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