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terça-feira, 5 de outubro de 2010

Qual é o problema?

Estás em dúvida diante de algo sério na vida? Ah, entendo, já pensaste em pedir um conselho a alguém. De
fato, é assim mesmo, quase sempre é o que pensamos. Mas você sabia que há uma multidão de pessoas dispostas a ajudá-lo? Multidões? Sim, senhora, sim, senhor, multidões. Sabes onde está essa multidão? Dentro de você. São as pessoas que, de um modo ou de outro, ajudaram a formar a sua personalidade, você as carrega no peito e ao longo da vida.
Agora é só valer-se delas, dessas experiências todas, afinal, ninguém lhe pode dar um melhor conselho que você mesmo. No fundo, no fundo, você sabe o que fazer diante da dificuldade, claro que sabe. O que lhe pode travar é o medo, mas seja qual for o conselho que lhe derem, o medo vai continuar. E para vencer o medo ainda não inventamos nada melhor do que a ação.
Olhar o problema no branco do olho, arregaçar as mangas e dizer a ele: “vem!”. E o medo sairá em disparada…

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Tempo Acelerado



Tenho observado que não há mais tempo para executar as tarefas do dia-a-dia. Hoje, necessitamos de informática para, praticamente, tudo. Se dependêssemos de uma máquina de escrever para dar conta do que temos a fazer, seriam necessários muitos funcionários, o que exigiria, muita coordenação, e geraria muita confusão.
A falta de empregos não é causada pela informática, mas pela superpopulação. Nunca, antes, fomos tantos. A vida moderna nos exige cada vez mais rapidez e, mesmo assim, com todos os recursos da tecnologia e com toda a engenhosidade, mesmo assim, pouco conseguimos.
Cinqüenta anos atrás, cerca de 1950, os dias pareciam muito mais longos. Uma pessoa sozinha administrava um pequeno comércio, fazendo compras, vendas, contabilidade e todos os controles de estoque, etc... Ainda assim, fechava duas horas para o almoço. Durante o expediente, sobrava tempo para passear, visitar e bater papo com os amigos. No final do expediente, às 18 h., passava no bar, depois ia para casa, tomava banho, jantava, saía novamente, ia ao clube, voltava às dez horas para casa, dormia até às seis da manhã, e acordava refeito, cheio de energia e vontade de trabalhar. Isto acontecia tanto com quem habitava as cidades, quanto com quem habitava o campo.
Hoje, igualmente, nos dois casos, já não há mais tempo. Ninguém consegue terminar suas tarefas diárias, o que causa conflitos de realização pessoal. Também não é reparador, o sono. A maioria das pessoas acorda cansada e sem forças.
O Estresse avança. A angústia e a ansiedade assolam boa parte das pessoas. A expectativa de vida, no entanto, aumentou de 60 para cerca de 90 anos. Em 1960, alguém com 60 anos já era considerado um velho. Preparava-se para morrer.
Hoje, ano 2000, velho, somente depois de 90 anos. Perceba, agora, que o tempo que falta no dia, está sendo compensado na idade. Não estamos sendo prejudicados com menos tempo, apenas estamos nos desgastando excessivamente, no dia-a-dia. De fato, deveríamos trabalhar menos horas por dia, o que daria mais empregos, compensando com mais anos de trabalho. Tipo assim: trabalha-se cinqüenta por cento menos por dia, e ao invés de trabalhar 35 anos para se aposentar, amplia-se o tempo em cinqüenta por cento. Inicia-se aos 18 anos, trabalha-se 55 anos, aposenta-se com 73 anos. Acho isto muito mais interessante. As pessoas, que estão se aposentando com 50 anos, estão ficando estressadas pelo ócio, e morrendo pela inatividade, ou tendo sérios problemas de depressão, pois que colocavam uma grande expectativa na vida material.
Alguns, também, nem param de trabalhar, igualmente, e, neste caso, nunca têm direito ao lazer e ao descanso. Isto resolve também a situação dos sistemas previdenciários. Nenhum sistema é capaz de recompensar uma pessoa que contribuiu 35 anos com 100 reais por mês com um salário de 1200,00/mês, durante cinqüenta anos sem falir.
Aos que estão ativos, com as colocações aqui expostas, deveriam conhecer terapias alternativas, que tão providencialmente estão sendo trazidas e popularizadas, assim como Yoga, Tai chi chuan, Liam Kong e, principalmente, Reiki. Recomenda-se, também, o renascimento. O Reiki, no entanto, tem se mostrado uma terapia capaz de repor energias vitais às pessoas, na proporção de que uma hora de Reiki repõe cerca de 4 horas de sono.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Leia algumas das filosofias politicamente incorretas de Seu Madruga


Leia a seguir algumas das filosofias dele:
"A vingança nunca é plena: mata a alma e a envenena."
"Devemos perdoar as ofensas... devemos perdoar as afrontas... devemos perdoar os aluguéis atrasados."
"Quando a fome aperta, a vergonha afrouxa."
"O burro empaca perto do trigo..."
"Não há nada mais trabalhoso do que viver sem trabalhar."
"Não existe trabalho ruim. O ruim é ter que trabalhar."
"As dívidas são sagradas."
"Não há nada como dever."
"Sou pobre, porém honrado."
"Eu sempre deixo as vagas de empregos para os mais jovens, e venho tomando essa nobre atitude desde os meus 15 anos!"
"Deu tudo certo, tirando o errado... bem próximo do péssimo!"
"Se eu soubesse que tinha mandado um burro fazer isso, ia eu mesmo."
E, para terminar: "Puxa, repuxa, recontrapuxa".

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

muita mulher que dá um dedinho da mão direita por um canalha


Existe um site por aí que é um tipo de SPC do Canalha. É assim, pelo menos, que mulheres que foram enganadas por "namorados" o estão chamando. Elas os escracham e os denunciam, até com fotos. Desculpem-me, "amigas", vocês foram melosinhas, pagaram por isso. Não é machismo, é realismo.
Tudo bem, "meninas", mas não esqueçam que existe muita mulher que dá um dedinho da mão direita por um canalha. Há quem goste muito do patife. E gente que se acha boa...

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

A Linguagem dos Pássaros


Um grupo de pássaros desejava encontrar a seu rei; então pediram à poupa sábia (um pássaro com crista em forma de abano) que lhes ajudasse em sua busca. A poupa lhes disse que o rei que estão procurando se chama Simurgh (que significa em persa “Trinta Pássaros”) e que vive escondido na montanha de Kaf, porém é uma viajem muito difícil e perigosa. Os pássaros imploram à poupa que os guie. A poupa aceita e começa a ensinar a cada pássaro de acordo com seu nível e temperamento. Ela lhes diz que para alcançar o alto da montanha, necessitam atravessar cinco vales e dois desertos; quando tiverem passado o segundo deserto, entrarão no palácio do rei. Os de vontade débil, temerosos da viagem, começam a por desculpas. O louro, que é egocêntrico e egoísta, diz que no lugar de ir em busca do rei, buscará o Santo Gral. O pavão real, a ave legendária do paraíso, exclama que tem sonhado que voltará ao céu e que vai esperar pacientemente esse dia. A pata, se lamenta porque sua vida depende de estar próxima da água e morreria se si separasse dela. A garça tem uma desculpa similar; não lhe é possível viajar longe do mar, porque seu amor pela água é tão grande que, embora permaneça sentado durante anos à sua margem, não tem ousado beber nem uma gota, se não o mar acabaria sem água. A coruja declara que prefere ficar e buscar as ruínas com a esperança de encontrar um tesouro algum dia. O rouxinol diz que não necessita viajar, porque está enamorado da rosa e este amor é suficiente para ele. Possui os segredos do amor que nem outra criatura tem; e com uma voz maravilhosa canta ao amor:- Conheço os segredos do amor. Toda noite derramo meu canto de amor. A música mística da flauta se inspira em meu lamento, e sou eu quem faz desabrochar a rosa e comover os corações dos namorados. Ensino mistérios com minhas tristes notas, e quem me ouve se perde em êxtase. Ninguém conhece os meus segredos, unicamente a rosa. Tenho me esquecido de mim mesmo e só penso na rosa. Alcançar a Simurgh está acima de mim! O amor da rosa é suficiente para o rouxinol! A poupa que escutou pacientemente responde ao rouxinol:- Tu estás preocupado com a forma exterior das coisas, pelos prazeres de uma forma sedutora. O amor da rosa tem lançado espinhos a teu coração. Não importa quão grande seja a beleza da rosa, se desvanecerá em poucos dias; e o amor a algo tão passageiro só pode causar repulsa ao perfeito. Se a rosa te sorri é só para enxerte de dor, porque ela rir-se de ti a cada primavera. Abandona a rosa e seu quente calor.
“O que quer dizer Attar com esta simples conversação? Nós humanos temos o desejo de buscar a perfeição, mas muitas vezes tendemos a parar o processo tão logo detectamos o mais ligeiro sinal de progresso. Isto é especialmente certo nos aspirantes ao caminho espiritual: muitos buscadores estão encantados com as primeiras etapas do despertar e o confundem com a completa iluminação. Attar nos adverte de tais perigos: não devemos confundir o amor do imaginário com o amor do Real. Por esta razão, o rouxinol tem que abandonar seu enganoso apego pela rosa para buscar ao eterno Amado.”
A poupa deleita os pássaros com maravilhosas histórias daqueles que têm feito a perigosa viagem. Depois de ter ouvido as histórias da poupa, os pássaros estão inspirados para começar sua viajem até o primeiro vale. Entretanto, logo começam a ter problemas, e se dão conta de que o caminho vai ser mais difícil do que haviam imaginado. Alguns voltam a por desculpas. Um afirma que a poupa não é suficientemente sábia para conduzi-los. Outro se queixa que satanás lhe tem possuído e lhe está pondo as coisas difíceis. E outro expressa seu desejo de ter dinheiro e a comodidade de uma vida de luxo. Finalmente, a poupa decide que a única forma para que os pássaros compreendam, é descrever-lhes os sete vales e desertos da viajem. O primeiro é o Vale da Busca. Aqui se busca a Verdade com inquietude, diz a poupa. Com constância, se busca um significado maior ao propósito da vida. Só um buscador com dedicação pode atravessar a salvo o primeiro vale e ir ao segundo, o Vale do Amor. Aqui se sente um desejo ilimitado de ver ao Rei Amado. Um fogo abrasador começa a crescer no coração e se faz devastador. O lugar é mais perigoso que o primeiro vale, porque há obstáculos no caminho para por a prova o amor. Entretanto esse mesmo amor impulsiona ao buscador sair do vale e ir até uma terra mais alta: o terceiro vale, o Vale do Conhecimento. Uma vez que se entra nesta terra, o coração se ilumina com a verdade. Se adquire aqui o conhecimento interior do Amado. Deste lugar o viajante continua a viajem ao Vale do Desapego, onde perde seus desejos de possessões mundanas. Não existe ataduras com o mundo material para o viajante que atravessa esse vale; liberado dos desejos agora o aspirante é completamente independente.Cada novo lugar que o buscador encontra é mais perigoso que o anterior e deve ser explorado passo à passo, porque cada um contém suas próprias provas e dificuldades. Assim, cada encontro com uma terra diferente é uma experiência nova. O quinto vale é o Vale da Unidade. O viajante experimenta nele que todos os seres são unos em essência, que toda variedade de idéias, experiências e criaturas da vida tem realmente uma só fonte. O viajante chega ao Deserto do Medo. Então se esquece da existência de si mesmo e de todos os demais. Vê a luz, não com os olhos da mente, sim com os olhos do coração. A porta do divino tesouro, o segredo dos segredos, se abre. Nesta terra, o intelecto já não funciona. Aqui se pergunta ao viajante quem é e o que és, responde: “Não sei nada.”Finalmente chega ao Deserto do Aniquilamento e da Morte. Neste ponto, o aspirante entende finalmente como uma gota se funde no oceano da unidade com o Amado. Tem encontrado o destino da viajem para encontrar ao rei. Depois de ouvir a descrição da poupa sobre o que lhes espera, os pássaros se animam tanto que imediatamente continuam sua viajem. No caminho alguns morrem pelo calor e se jogam no mar. Outros se cansam e não podem continuar; um grupo é caçado por animais selvagens e outros mais se distraem tanto pelo atrativo das terras que atravessam, que se perdem e ficam para trás. Só trinta alcançam seu destino: a montanha de Kaf. No palácio real, o guarda da entrada trata cruelmente os trinta pássaros. Mas os pássaros, que têm passado o pior, são tolerantes e não se permitem sentir-se molestados por sua dureza. Finalmente, o servidor pessoal do rei sai e conduz os pássaros ao salão real. Ao entrar, os pássaros olham tudo assustados. Não sabem o que ocorre, porque no lugar de ver a Simurgh, “Trinta Pássaros”, tudo o que vêm é... Trinta Pássaros. Finalmente compreendem que, olhando-se a si mesmos, têm encontrado ao rei, e que em sua busca do rei, têm encontrado a si mesmos. Os que atravessam as sete cidades do amor se purificam. Quando chegam ao palácio real, encontram ao rei que se revela a seus corações.
"Fariduddin Attar"(extraído do livro: História de la Tierra de los Sufíes)

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Che Guevara


Será que os bermudões que se fantasiam de Che Guevara nas universidades leram na Veja que há filas enormes em Cuba para comprar jornal? Mas não é para ler, é papel para ser usado no banheiro. É que papel higiênico na "ilha" é muito caro... E aí, socialistazinhos de faculdade, o que dizem disso?

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Que tal não fazer nada, mas ao mesmo tempo ajudar pesquisas em todo o mundo?


Ajudar ao próximo, preservar o planeta, diminuir o consumo, lutar contra a pobreza, a fome e a violência. São tantas as possibilidades de melhorar o mundo que muitos usam esta infinidade de problemas para cruzar os braços e “pensar” por onde começar. O que muita gente não sabe é que pode ajudar deixando de fazer coisas. É isso mesmo, você pode auxiliar a realizar pesquisas que combatem a AIDS, câncer infantil, fome, dengue e muito mais utilizando melhor o tempo ocioso do seu computador.
Parece impossível, mas não é. Estimativas apontam para um número impressionante de 1 bilhão de computadores interligados ao redor do mundo. Você consegue imaginar quanta capacidade de processamento todos eles juntos podem alcançar? Lançado em 2004 a World Community Grid (WCG), criada pela IBM, propõe que todo este mar de processamento seja utilizado para fins humanitários e permita que o tempo gasto em pesquisas complexas caia de centenas ou milhares de anos para mesesA lógica de funcionamento do grid é muito simples e genial. O Grid Computing, de acordo com a World Community Grid, reúne vários computadores de uso pessoal em um enorme sistema de processamento que pode ultrapassar o processamento de vários “supercomputadores”. Antes de estudos voltados à saúde, o grid já era usado em pesquisas na área de astronomia (através do
SETI@home), pois havia a necessidade de acelerar os resultados da constante busca do homem por vida extraterrestre.É claro que para ajudar você não precisa ser um pesquisador e muito menos contribuir financeiramente. O tempo ocioso do seu computador é a sua doação, pois esse período somado com várias máquinas ao redor do mundo pode ajudar a reduzir, por exemplo, o tempo de processamento de uma sequência gigante de DNA que levaria centenas ou milhares de anos para ser concluído.
Quer saber mais? Confira o vídeo a seguir com Ruth Harada, diretora de cidadania corporativa da IBM.De acordo com dados da WCG, a América Latina tem pouco mais de onze mil voluntários, enquanto a Europa participa com mais de cem mil computadores. Contudo, de acordo com Fábio Bustamante, no início do projeto era possível se cadastrar sem definir um país de origem (o que não acontece hoje), sendo assim, há mais de 250 mil membros sem nacionalidade o que poderia fazer o número de brasileiros saltar para 17 mil. Mesmo sendo uma iniciativa global, o grid já colaborou muito para a ciência brasileira. Exemplo disso é o Projeto de Comparação de Genomas da Fundação Fiocruz, o primeiro trabalho brasileiro aprovado para participar do WCG.De acordo com Fernanda Marques, integrante da equipe de assessoria de imprensa da Fiocruz, tal análise levaria 3.748 anos para ser realizada se no processo apenas um computador realizasse as comparações, contudo foi concluída em apenas 12 meses com a ajuda do processamento ocioso de milhares de voluntários.
Além da Fiocruz, vários brasileiros abraçaram a causa e promovem a divulgação do grid no Brasil, como é o caso do fotógrafo Fábio Bustamante. Criador do site e blog “Eu Grido”, Bustamante se tornou um dos principais responsáveis em propagar a iniciativa no Brasil. Em seu site é possível conhecer todo o projeto, empresas que aderiram e os passos para se tornar um voluntário.
Em entrevista exclusiva ao Baixaki, Fábio Bustamante explica o que o motiva a participar do que pode ser considerada a “Filantropia do século XXI”.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

se a vida lhes der um limão


Pessoas dengosas não vão longe na vida. São pessoas daquele tipo que se a vida lhes der um limão, choram pelo resto dos seus dias. Incapazes que são de transformar o limão em limonada. Ah, como é bom um ditado popular na hora certa, não é mesmo, leitora?
Bom, mas como dizia, pessoas dengosas não vão longe. Faz pouco, assisti a uma reportagem no telejornal Hoje, da Globo, sobre assédio moral no trabalho. Antes de mais nada, devo dizer que assédio moral é coisa dos tais dengosos de que falei. Mas há, também, um outro assédio, o assédio sexual.
Ora, se uma mulher é "cantada" pelo chefe — o que costuma, agora, ser chamado de assédio sexual — vamos devagar. Ou ela deixou a porta aberta para uma gracinha ou o chefe é um bestalhão que não vê limites nem se olha no espelho. Fácil de cortar esse barato pela raiz. Basta que a mulher faça uma troça qualquer, tire de letra o "assédio" ou diga na lata: "Ah, sai para lá, fulano, sem essa, pensas o quê?". Tudo numa boa, olho no olho, e o cara some. O diacho é que as mulheres não sabem como os homens são frouxos, umas bonecas. Parecem fortes, conquistadores, viris, nada. São frouxos e atrevidos unicamente porque não costumam ser enfrentados.
Mas estou indo longe e ainda não falei do que vi no Hoje, da Globo. Era uma mulher sem graça, um tipo visivelmente incompetente. Sim, dá para ver incompetência apenas pelos ares do rosto na TV, dá sim.
Essa mulher estava se queixando, e foi à Justiça se queixar, de assédio moral sofrido numa empresa de vendas onde trabalha. Como ela não atingia os resultados esperados pela direção da empresa, tinha, como todas as outras em casos semelhantes, que desfilar entre as mesas dos diversos vendedores usando um chapéu de papelão, daqueles pontudos que costumavam identificar alunos de mau aproveitamento escolar.
Mas isso é uma brincadeira, ao entrar na empresa todos são informados da brincadeira. Ela não é feita para humilhar, mas para tocar os brios da pessoa. Há quem, depois de ter "desfilado" na passarela do fracasso, tenha dado um salto para o sucesso.
A pessoa toma o limão das vendas baixas e faz, no próximo mês, uma limonada de boas vendas. Bendito assédio moral. Mas é como digo, os dengosos veem-se ofendidos por tudo. É que a incompetência faz aflorar a falsa sensibilidade.Os bravos, os heroicos, os retumbantes ao cair, levantam-se; ao fracassar juram recuperação. Já os parvos vão à Justiça. Esses tinham que ganhar era um chapeuzinho de bobocas da vida. E trocar de profissão, são uns frouxos.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

A LENDA DAS AREIAS


Vindo desde as suas origens em distantes montanhas, após passar por inúmeros acidentes de terreno nas regiões campestres, um rio finalmente alcançou as areias do deserto. E do mesmo modo como vencera as outras barreiras, o rio tentou atravessar esta de agora, mas se deu conta de que suas águas mal tocavam a areia nela desapareciam.
Estava convicto, no entanto, de que fazia parte de seu destino cruzar aquele deserto, embora não visse como fazê-lo. Então uma voz misteriosa, saída do próprio deserto arenoso, sussurrou:- O vento cruza o deserto, o mesmo pode fazer o rio.
O rio objetou estar se arremessando contra as areias, sendo assim absorvido, enquanto o vento podia voar, conseguindo dessa maneira atravessar o deserto.
- Arrojando-se com violência como vem fazendo não conseguirá cruzá-lo. Assim desaparecerá ou se transformará num pântano. Deve permitir que o vento o conduza a seu destino.
- Mas como isso pode acontecer?
- Consentindo em ser absorvido pelo vento.
Tal sugestão não era aceitável para o rio. Afinal de contas, ele nunca fora absorvido até então. Não desejava perder a sua individualidade. Uma vez a tendo perdido, como se poderá saber se a recuperaria mais tarde?
- O vento desempenha essa função - disseram as areias. - eleva a água, a conduz sobre o deserto e depois a deixa cair. Caindo em forma de chuva, a água novamente se converte num rio.
- Como posso saber que isto é verdade?
- Pois assim é, e se não acredita, não se tornará outra coisa senão um pântano, e ainda isto levaria muitos e muitos anos; e um pântano não é certamente a mesma coisa que um rio.
- Mas não posso continuar sendo o mesmo rio que sou agora?
- Você não pode, em caso algum, permanecer assim - retrucou a voz. - Sua parte essencial é transportada e forma um rio novamente. Você é chamado assim ainda hoje por não saber qual a sua parte essencial.
Ao ouvir tais palavras, certos ecos começaram a ressoar nos pensamentos mais profundos do rio. Recordou vagamente um estágio em que ele, ou uma parte dele, não sabia qual, fora transportada nos braços do vento. Também se lembrou, ou lhe pareceu assim, de que era isso o que devia fazer, conquanto não fosse a coisa mais natural.
E o rio elevou então seus vapores nos acolhedores braços do vento, que suave e facilmente o conduziu para o alto, e para bem longe, deixando-o cair suavemente tão logo tinham alcançado o topo de uma montanha, milhas e milhas mais distante. E porque tivera suas dúvidas, o rio pode recordar e gravar com mais firmeza em sua mente os detalhes daquela sua experiência. E ponderou: - Sim, agora conheço a minha verdadeira identidade.
O rio estava fazendo seu aprendizado, mas as areias sussurraram:
- Nós temos o conhecimento porque vemos essa operação ocorrer dia após dia, e porque nós, as areias, nos estendemos por todo o caminho que vai desde as margens do rio até a montanha.
E é por isso que se diz que o caminho pelo qual o Rio da Vida tem de seguir em sua travessia está escrito nas Areias.
Do livro "O Buscador da Verdade" de Idries Shah

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Ateus têm mais sucesso em encontros on-line, diz pesquisa


Encontros marcados por intermédio da internet são mais bem-sucedidos entre os descrentes, de acordo com um novo estudo estatístico apresentado nesta semana. A análise foi baseada em mais de 500 mil mensagens abertas do OkCupid, site norte-americano líder no segmento de encontros on-line.
Homens retraídos também são mais propensos a terem respostas às suas abordagens, enquanto encontros que não deram certo continham palavras como 'ur' (compressão de "you are", ou "você é") e "luv" (corruptela de "love", ou amor, palavra que, em linguagem da internet, geralmente é usada em um sentido mais descompromissado).
Oleg Popov 1º.jul.09/Reuters
Casal troca beijo diante do mar Negro, na Bulgária; estudo mostra que ateus e comedidos têm mais sucesso em abordagens on-line
De acordo com o jornal britânico "The Daily Telegraph", o trabalho examinou os textos das mensagens para captar quais termos, precisamente, aumentam e diminuem as chances de um coração solitário obter uma resposta.
De acordo com o resultado, 42% das respostas incluíam a palavra "ateu" --número significantemente mais alto do que a taxa média de respostas obtidas, que fica na faixa de 32%.
Referências à "cristão", "judeu" ou "muçulmano" aumentaram pouco a taxa de sucesso de mensagens, enquanto as que citam "o povo de Deus" em uma primeira abordagem desencorajam totalmente as respostas.
A análise indica que candidatos de encontros on-line devem evitar os elogios muito cedo --palavras como "sensual" e "bonita" detêm baixa taxa de respostas-- e, em vez disso, demonstrar interesses em passatempos.
Pessoas que usam as palavras "bom-gosto" e "sua menção" mantêm taxas de resposta obtida em 50%.
A originalidade também foi considerada um quesito fundamental para fazer uma boa impressão, de acordo com a análise. Cumprimentos monótonos como "oi", "ei" e "olá" têm menos sucesso do que aberturas mais efusivas, tipo "como vai?" e "o que há".
Homens que usam termos mais comedidos como "desculpa" e "estranho" também são mais propensos à obtenção de respostas --embora as mesmas palavras não tenham demonstrado o mesmo "efeito mágico" quando usadas por mulheres.
Os resultados da análise foram publicados no OkTrends,
blog oficial do site de encontros, para ajudar os usuários a extrair o máximo do serviço. Todas as mensagens foram computadas de forma anônima, a fim de proteger a privacidade dos clientes. da Folha Online

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Escultores da nossa vida

Hoje levantei cedo pensando no que tenho a fazer antes que o relógio marque meia noite. É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje. Posso reclamar porque está chovendo ou agradecer às águas por lavarem a poluição. Posso ficar triste por não ter dinheiro ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças, evitando o desperdício. Posso reclamar sobre minha saúde ou dar graças por estar vivo. Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo o que eu queria ou posso ser grato por ter nascido. Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter trabalho. Posso sentir tédio com o trabalho doméstico ou agradecer a Deus. Posso lamentar decepções com amigos ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades. Se as coisas não saíram como planejei posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar. O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser. E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma. Tudo depende só de mim.Charles Chaplin.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

A ociosidade é a oficina do diabo".


Os aforismos, os ditados populares, não surgem do nada, surgem da vida, das observações.
Você já ouviu e deve ter usado várias vezes esta preciosidade: "A ociosidade é a oficina do diabo".
Esse aforismo serve para várias situações na vida. Serve, por exemplo, para os perigos da delinquência, e serve, de igual modo, para a saúde. Para a saúde? Sim, senhora, para a saúde. Já explico.Todos sabemos que uma pessoa desocupada pensa em tolices, quase sempre. Qualquer um de nós pensa tolices quando não tem a cabeça bem ocupada. Quem anda olhando para as unhas na vida, quem anda na vadiagem, assume compromisso com o capeta.
Quanto à saúde, ninguém duvida que à medida que envelhecemos vamos saindo do teatro oficial do trabalho, vem a aposentadoria, o pegar leve no que antes era um esforço duro e contínuo, aquelas coisas. O velho, quando não tem a cabeça bem ocupada, deprime-se, angustia-se, pensa por mais tempo na implacável "monja de preto"...
Não me pergunte que "monja" é essa, ora bolas... a "monja", que outra pode ser?
Estou dando estas voltas todas para dizer que arde-me diante dos olhos uma manchete de jornal. Ela diz assim:
Um quarto das mulheres espanholas usa remédios contra depressão, angústia e insônia
Depressão, angústia e insônia são irmãs gêmeas, univitelinas. E acodem mais às pessoas de mentes desocupadas, sem uma luta diante da vida, sem uma causa por que lutar. As pessoas cujas cabeças andam vazias costumam ficar mais perto dos precipícios da depressão e de suas irmãs.
Uma pessoa com boa autoestima, envolvida seriamente com um trabalho, uma causa, seja o que for, não tem tempo para deprimir-se, angustiar-se, perder o sono. E o que digo não é palpite ou divagação, é ciência da psicologia, das observações das preponderâncias estatísticas nas doenças mentais.
E de nada vão adiantar os remédios. Os comprimidos não curam depressão, fazem parte, isso sim, de uma boa psicoterapia, de uma boa revisão no modo de ver a vida e de vivê-la.
Comprimidos para dormir não fazem dormir, anestesiam as células neuroniais, isso sim. A pessoa vai acordar mais tarde cansada, sem graça. Pudera, ela não dormiu, ela foi "apagada".
Quem quiser um bom remédio para curar a depressão, a angústia, a insônia, apaixone-se. Não digo apaixonar-se por uma pessoa, aí pode haver encrenca maior... Digo apaixonar-se por um trabalho, ocupar a cabeça, deixá-la a trabalhar para que ela não se transforme em oficina do diabo, opa, desculpe-me, oficina da depressão, quis dizer...

domingo, 26 de julho de 2009

Doutores da Alegria


Tem muita gente que cedo, muito cedo, recolhe-se da vida, encaramuja-se, fecha-se num retiro que lhes priva de encantadores prazeres. São os que vivem dizendo que não lhes fica bem certos comportamentos, que já têm idade para não se expor ao ridículo, quando, na verdade, não há nenhum ridículo no que eles se referem.

— Sou o doutor fulano, o que vão dizer de mim se me virem fazendo isto ou aquilo? Sou uma autoridade, sou um executivo, sou um médico, sou um bestalhão, sou isso, sou aquilo...

Mais das vezes, as pessoas são mesquinhas diante da vida, apequenam-se imaginando-se grandes. Vivo recomendando aos meus amigos executivos, empresários, entrevistados, dependendo de quem seja, que façam um curso amador de teatro.

Esse curso lhes fará um enorme bem, vai descontraí-los, vai fazer-lhes mais soltos, mais relaxados, mais fascinantes, vai, enfim, torná-los mais humanos. Aprendi isso na América. Aliás, o que de bom que fazemos por aqui não veio de lá? E é bom que o mundo se prepare, o "dragão" vem vindo, ele não tem amigos, ele tem fogo para cuspir sobre o mundo, o mundo que se prepare para a pior das ditaduras...

Mas não é esse o assunto, o assunto é nos livrarmos de condicionamentos idiotas, do tipo não posso isso, não posso aquilo. O que não devemos, isso sim, é meter a mão no que não é nosso, não prevaricar, não ser desonesto do dinheiro público, mau marido, mau parceiro, tudo...

O que me traz a esta charla longa, demorada, é o encanto que sinto em ler nos jornais que se multiplicam pelo Brasil os cursos de palhaços para quem quer ser do time dos Doutores da Alegria. Pessoas que vão fazer rir, distrair e levar um pouco de conforto à crianças, a pacientes de hospitais.

Gente de todo tipo, de todas as graduações acadêmicas, de bom dinheiro no banco, gente que está descobrindo a felicidade na felicidade alheia. Gente que põe roupa de palhaço e só aí se descobre verdadeiramente gente e feliz. Imagine um general, um magistrado, um conceituado empresário, um, um, vestido de palhaço e fazendo crianças doentes rir e idosos sofredores rejuvenescer na felicidade do riso, que beleza seria.

A esperança, de fato, não morre, os Doutores da Alegria se multiplicam.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

borrões são obras-primas?


Uma engraçada verdade a do macaco Chico na novela Caras e Bocas. O macaco joga tintas sobre uma tela em branco e faz horrorosos borrões. O dono do Chico usa das "pinturas" do macaco e diz que são dele. Faz um baita sucesso. Bem como na vida, telas que não passam de borrões são obras-primas para "entendidos" de arte...

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Calar


Eu e minhas frases. E sua paciência, é claro. Gostei desta frase do Ernest Hemingway:

São precisos apenas dois anos para aprender a falar e 60 para aprender a calar

Verdade. Quem fala menos do que ouve tem um bom poder sobre os outros, e no ambiente de trabalho isso é decisivo. Também o é, em casa, na vida doméstica...

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Eterna repetição

Somos seres repetitivos. Metade da nossa vida – ou mesmo a vida inteira – tentamos confirmar e concretizar as crenças que adquirimos quando crianças, sobretudo no relacionamento com o pai ou a mãe. “O garoto cuja família sempre passava as férias numa cabana de Rainbow Lake cresce e insiste em levar a família para a mesma casinha em Rainbow Lake – às vezes para o desespero de sua família atual”, escreve o psicólogo americano Stanley Rosner no livro O Ciclo da Auto-sabotagem. Outros cozinham da mesma maneira que sua mãe cozinhava, frequentam o mesmo templo, adotam as mesmas diversões e, às vezes, até moram na mesma casa. “Para esses indivíduos, tanto na vida real quanto na íntima, não há espaço para a mudança, para a inovação, não há espaço sequer para a imaginação”, afirma Rosner.

Essas pessoas (ou seja, a maioria de nós) são ensinadas desde pequenas que a única maneira de serem amadas e aceitas é serem iguais a seus pais. Por isso, prezam tanto as crenças deles – porque, basicamente, precisam sentir-se consideradas e acolhidas. Ou seja, elas não são aceitas pelo que realmente são, mas pelo que seus pais querem que elas sejam. Esse desejo de repetir o exemplo dos pais para obter seu amor é o que algumas correntes da psicologia chamam de “identificação arcaica”. Já é ruim quando os filhos são pequenos, mas é pior ainda quando eles se tornam adultos e procuram cumprir o que era pedido pelos pais, sem escutar suas próprias preferências, atender suas reais potencialidades ou sequer olhar para o ambiente atual e constatar que essas exigências são descabidas.

Há uma gama enorme de emoções negativas associadas ao autoboicote. A culpa, por exemplo, vem em primeiro lugar, quase sempre de mãos dadas com o medo. Geralmente, a culpa nasce por se romper uma crença de infância. É preciso se deter sobre isso, ver se realmente tem sentido. O medo também pode também vir sozinho: grandes expectativas, por exemplo, podem gerar pânico. Se ele não for bem administrado, pode se tornar paralisante. Também chega o medo de perder lá na frente o que se conseguiu até esse momento ou de não levar adiante a realização com o mesmo sucesso. Enfim, de que a história, no fim das contas, não dê certo. E, como pode não dar certo no fim, a gente está sempre disposto a dar um empurrãozinho para não dar certo no começo, não é?

O mais saudável seria que, ao se conhecerem outros estilos de vida e comportamentos durante a vida, escolhêssemos o que mais tem a ver conosco. Sem culpa, sem medo. E, depois de uma análise mais racional e adulta da situação, tentar ignorar aquela voz insistente vinda lá da infância que diz: “Você não vai abandonar tudo o que a gente ensinou para você, vai?”

quarta-feira, 15 de julho de 2009

O mestre da paciência


Conta a lenda que um velho sábio, tido como mestre da paciência, era capaz de derrotar qualquer adversário.

Certa tarde, um homem conhecido por sua total falta de escrúpulos apareceu com a intenção de desafiar o mestre da paciência. O velho aceitou o desafio e o homem começou a insultá-lo. Chegou a jogar algumas pedras em sua direção, cuspiu em sua direção e gritou todos os tipos de insultos.

Durante horas fez tudo para provocá-lo, mas o velho permaneceu impassível. No final da tarde, sentindo-se já exausto e humilhado, o homem se deu por vencido e retirou-se.

Impressionados, os alunos perguntaram ao mestre como ele pudera suportar tanta indignidade.

O mestre perguntou:

- Se alguém chega até você com um presente, e você não o aceitar, a quem pertence o presente?

- A quem tentou entregá-lo. Respondeu um dos discípulos.

- O mesmo vale para a inveja, a raiva e os insultos. Quando não aceitos, continuam pertencendo a quem os carregava consigo.

A sua paz interior depende exclusivamente de você. As pessoas não podem lhe tirar a calma... a não ser que você permita!!!

Autor desconhecido

terça-feira, 14 de julho de 2009

Se a mulher vive mais, por que se aposenta antes?


Porque a lei brasileira considera que toda mulher realiza trabalhos domésticos paralelamente à vida profissional. No Brasil, a mulher vive em média 72 anos e pode se aposentar aos 60; a expectativa de vida masculina é oito anos mais baixa, mas a idade mínima para se aposentar é de 65 anos. Faça as contas: na média, o homem morre um ano antes de se aposentar. "Na década de 70, quando foram definidas as idades mínimas para a aposentadoria, a legislação brasileira considerava que toda mulher fazia jornada dupla", afirma o advogado Otávio Pinto e Silva. "Se, com as atuais reformas da previdência, a idade para se aposentar de homens e mulheres continua diferente, é porque permanece entre os legisladores a mentalidade da dupla jornada de trabalho", diz. Porém, a necessidade de a mulher repousar mais que o homem não tem uma razão médica.

"Não há um componente de saúde envolvido na resolução de uma lei como essa", diz Luiz Roberto Ramos, diretor do Centro de Estudos do Envelhecimento da Universidade Federal de São Paulo. "Provavelmente, se a igualdade dos sexos progredisse no Brasil, a expectativa de vida se igualaria", afirma. Direitos iguais, riscos iguais.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

veneno de cobra...


Deu no telejornal Hoje, da Globo, que a música de cordas, piano, orquestrada, a boa música, enfim, faz bem à saúde, chega a curar várias e difíceis moléstias.

É a musicoterapia, inexistente no Brasil. E quem não sabe, por exemplo, que ouvir música no rádio do Brasil faz mal à saúde?

E sertanejo universitário é veneno de cobra...

sábado, 11 de julho de 2009

Hoje as pessoas não querem morrer por ideologias, querem viver de modo confortável

Vou me repetir. Gosto de frases. Recolho-as, recorto-as e as levo para a minha caixa de sapatos, um formidável cofre de ideias alheias. Alheias?

Será que alguém algum dia pensou algo original? Gosto muito de uma frase que recolhi faz tempo de um livro grego de oratória. Diz assim:

Não há ideias inatas, o que está no intelecto passou antes pelos sentidos.

Não é genial? Também acho.

Pois bem, como disse, gosto de frases. Acabo de recolher mais duas delas, estavam em declarações de um marqueteiro argentino, Jaime Durán Barba, e de um músico de nome Alex Ross.

As duas frases mais ou menos se completam. E eu não as citaria aqui não fosse o que tenho visto e ouvido dos jovens. Dos jovens — os velhos são casos perdidos, irremediáveis.

A primeira frase, a do argentino, diz assim:

Hoje as pessoas não querem morrer por ideologias, querem viver de modo confortável

A outra frase, a do músico, diz assim:

Hoje as pessoas são muito inseguras, não querem estar do lado errado da história, aplaudem tudo, mesmo se não gostam do que ouvem

As duas frases se completam, já disse.

É verdade, o que mais se vê hoje é jovem pífio, sem vontade, repetindo chavões, desejando passar em concursos e amarrar o burrinho do trabalho nas sombras de uma boa sinecura. Sinecura, isso mesmo, trabalho de aparência, onde não se trabalha ou se trabalha muito pouco. É isso o que mais querem.

Andam em hordas, todos vestidos por igual, falando de modo pobre, vulgares em tudo, da cabeça aos sapatos. Sem falar nos bermudões do boné virado e carros com som alto, som de gente estúpida. Esses tipos suspiram por qualidade de vida e anseiam por status de vidas vazias. Essa a regra. A regra, eu disse.

Ideologias? O que é isso? Ninguém mais hasteia bandeira por causa nenhuma, o negócio é obter vantagem, encurtar caminhos, sem essa de ideologias, de lutar por causas sociais, de ter olhares nas virtudes e mão no peito, sobre o coração, na oração da boa luta.

Nada.

O negócio é viver de modo confortável. E muitos tomam o atalho da indecência, caem no crime, nas drogas, nos vícios e acabam morrendo mais cedo, não sem antes sofrer as angústias da vida vazia. Vazia por opção pessoal.

Sem um ideal ardente no peito, sem um sonho por que lutar, que tipo de vida pode uma pessoa imaginar?

Guria, guri, desenhe aí nesse seu peito juvenil a bandeira de um sonho, de uma ideologia de amor e realização pessoal, trace um plano, ponha-o em execução, persevere e viva. Valerá a pena. E aí estará a vida, vivida.

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