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quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Palavras & Silêncio

terça-feira, 16 de novembro de 2010
O cavalinho encilhado da oportunidade.

Acabei de ler um provérbio. Já contei aqui que sempre que acho provérbios num canto de jornal recorto-os e guardo. Tenho caixas cheias de frases, citações, aforismos, essas coisas. O provérbio que acabei de ler dizia que…
Quem espera sempre alcança
Acho que o sujeito que pensou esse provérbio bebeu, deve ter bebido além da conta e deixou-nos essa bobagem. Bobagem sim.
O provérbio, o aforismo, chame-o como quiser, está incompleto. Se alguém me vier dizer que quem luta, não esmorece, crê e persevera chega à realização do seu sonho, não discuto. Estendo-lhe a mão, é isso mesmo.
Mas só esperar não produz resultados. Os “milagres” só ocorrem diante da fé conjugada à ação. Sem ação, nada feito. No caso dos milagres, ainda que o sujeito pense que não agiu, agiu. Não raro, nossas ações são levadas adiante de modo inadvertido, inconsciente…
Mas sentar-se numa cadeira e crer, apenas crer, leva o sujeito ao cansaço e ao enfado. Talvez seja por isso que muitos são aconselhados a esperar sentados… É que muita gente só espera, não age.
O diacho é que o que mais vejo pelos corredores, pelas esquinas, pelas salas de aula, botecos e casas grã-finas é gente desanimada, sem graça, sem esperança, sem anelos. A maioria dos que nos cercam é de pífios, pessoas sem combate, sem ânimo, sem alma, sem fé pessoal.
E se digo que os sonhos, sejam quais forem, podem ser realizados, a razão é simples: ninguém é tão obtuso ao ponto de sonhar com o impossível. O seu sonho, já disse miríade de vezes aqui, pode ser difícil de realização, quase impossível mesmo, mas o “quase” está do lado de cá do possível.
Então, é crer, preparar-se cada vez mais, isto é, qualificar-se e esperar. Aí, sim, esperar. Mas esperar pelo resultado da luta, não pelo simples esperar. Só esperar é de uma tolice tão sem fronteiras que sai do normal e vai ao patológico. Sempre nos vai cruzar o caminho o cavalinho encilhado da oportunidade.
Mas é claro que nesse momento precisaremos estar prontos para o salto. Quem se prepara, quem estuda, se qualifica e luta, ah, pode esperar, a chance lhe vai bater à porta.
Mas não se iluda, o que mais anda por aí, e entre os jovens, o que é pior, é gente desanimada. Desses, fique longe. São contagiosos quando não somos firmes na obstinação da certeza pela realização dos nossos sonhos.
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
damos mais atenção às tarefas que para nossa própria vida..

sábado, 6 de novembro de 2010
Expectativa
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Pare e Pense
sábado, 30 de outubro de 2010
todas as incertezas e todas as perguntas

sexta-feira, 29 de outubro de 2010
O QUE É O AMOR?

Este foi tema de pesquisa feita por profissionais de educação e psicologia a um grupo de crianças entre 4 e 8 anos.
"AMOR É QUANDO ALGUÉM TE MAGOA, E VOCÊ, MESMO MUITO MAGOADO, NÃO GRITA, PORQUE SABE QUE ISSO FERE SEUS SENTIMENTOS"
MATHEW, 6 ANOS
"QUANDO MINHA AVÓ PEGOU ARTRITE, ELA NÃO PODIA SE DEBRUÇAR PARA PINTAR AS UNHAS DOS DEDOS DO PÉ. MEU AVÔ, DESDE ENTÃO, PINTA AS UNHAS PARA ELA.MESMO QUANDO ELE TEM ARTRITE"
REBECCA, 8 ANOS
"AMOR É QUANDO UMA MENINA COLOCA PERFUME E O MENINO COLOCA LOÇÃO PÓS-BARBA, E ELES SAEM JUNTOS E SE CHEIRAM"
KARL, 5 ANOS
"QUANDO ALGUÉM TE AMA, A FORMA DE FALAR SEU NOME E DIFERENTE"
BILLY, 4 ANOS
"AMOR É QUANDO VOCÊ SAI PARA COMER E OFERECE SUAS BATATINHAS FRITAS, SEM ESPERAR QUE A OUTRA PESSOA TE OFEREÇA AS BATATINHAS DELA"
CHRISSY, 6 ANOS
"AMOR É QUANDO MINHA MÃE FAZ CAFÉ PARA O MEU PAI E TOMA UM GOLE ANTES, PARA TER CERTEZA QUE ESTÁ DO GOSTO DELE"
DANNY, 6 ANOS
"AMOR É O QUE ESTÁ COM A GENTE NO NATAL, QUANDO VOCÊ PARA DE ABRIR OS PRESENTES E O ESCUTA"
BOBBY, 5 ANOS
"SE VOCÊ QUER APRENDER A AMAR MELHOR, VOCÊ DEVE COMEÇAR COM UM AMIGO QUE VOCÊ NÃO GOSTA"
NIKKA, 6 ANOS
"QUANDO VOCÊ FALA PARA ALGUÉM ALGO RUIM SOBRE VOCÊ MESMO E SENTE MEDO QUE ESSA PESSOA NÃO VENHA A TE AMAR POR CAUSA DISSO, AÍ VOCÊ SE SURPREENDE, JÁ QUE NÃO SÓ CONTINUAM TE AMANDO, COMO AGORA TE AMAM MAIS AINDA"
SAMANTHA, 7 ANOS
"HA DOIS TIPOS DE AMOR, O NOSSO AMOR E O AMOR DE DEUS, MAS O AMOR DE DEUS JUNTA OS DOIS"
JENNY, 4 ANOS
"AMOR É QUANDO MAMÃE VÊ O PAPAI SUADO E MAL CHEIROSO E AINDA FALA QUE ELE E MAIS BONITO QUE O ROBERT REDFORD"
CHRIS, 8 ANOS
"DURANTE MINHA APRESENTAÇÃO DE PIANO, EU VI MEU PAI NA PLATÉIA ME ACENANDO E SORRINDO. ERA A ÚNICA PESSOA FAZENDO ISSO E EU JÁ NÃO SENTIA MEDO"
CINDY, 8 ANOS
"AMOR É QUANDO VOCÊ FALA PARA UM GAROTO QUE LINDA CAMISA ELE ESTÁ VESTINDO E AÍ ELE A VESTE TODO DIA"
NOELLE, 7 ANOS
"NÃO DEVERÍAMOS DIZER EU TE AMO A NÃO SER QUANDO REALMENTE O SINTAMOS. E SE SENTIMOS, ENTÃO DEVERÍAMOS EXPRESSÁ-LO MUITAS VEZES. AS PESSOAS ESQUECEM DE DIZE-LO"
JESSICA, 8 ANOS
"AMOR É SE ABRAÇAR, AMOR É SE BEIJAR, AMOR É DIZER NÃO"
PATTY, 8 ANOS
"QUANDO VOCÊ AMA ALGUÉM, SEUS OLHOS SOBEM E DESCEM E PEQUENAS ESTRELAS SAEM DE VOCÊ"
KAREN, 7 ANOS
"AMOR É QUANDO SEU CACHORRO LAMBE SUA CARA, MESMO DEPOIS QUE VOCÊ DEIXA ELE SOZINHO O DIA INTEIRO"
MARY ANN, 4 ANOS
"EU SEI QUE MINHA IRMÃ MAIS VELHA ME AMA, PORQUE ELA ME DÁ TODAS AS SUAS ROUPAS VELHAS E TEM QUE SAIR PARA COMPRAR OUTRAS"
LAUREN, 4 ANOS
"AMOR É COMO UMA VELHINHA E UM VELHINHO QUE AINDA SÃO MUITO AMIGOS, MESMO SE CONHECENDO HÁ MUITO TEMPO"
TOMMY, 6 ANOS
"DEUS PODERIA TER DITO PALAVRAS MÁGICAS PARA QUE OS PREGOS CAÍSSEM DO CRUCIFIXO, MAS ELE NÃO DISSE ISSO. ISSO É AMOR"
MAX, 5 ANOS".
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
A PIPOCA QUE SOMOS

A culinária me fascina. De vez em quando eu até me atrevo a cozinhar. Mas, o fato é que sou mais competente com as palavras do que com as panelas. Por isso, tenho mais escrito sobre comidas que cozinhando. Nunca imaginei, entretanto, que chegaria um dia em que a pipoca iria me fazer sonhar. Pois, foi precisamente isso que aconteceu.
A pipoca é um milho mirrado e subdesenvolvido. Fosse eu agricultor ignorante, e se no meio dos meus milhos graúdos aparecessem aquelas espigas nanicas, eu ficaria bravo e trataria de me livrar delas. Não sei como isso aconteceu, mas o fato é que houve alguém que teve a idéia de debulhar as espigas e colocá-las numa panela sobre o fogo, esperando que assim os grãos amolecessem e pudessem ser comidos. Havendo fracassado a experiência com água, tentou a gordura. O que aconteceu ninguém jamais poderia ter imaginado.
Repentinamente os grãos começaram a estourar, saltavam da panela com uma enorme barulheira. Mas, o extraordinário era o que acontecia com eles: os grãos duros quebra-dentes se transformavam em flores brancas e macias que até as crianças podiam comer.
Mas, a transformação só acontece pelo poder do fogo. Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho de pipoca para sempre. Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito, a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e dureza assombrosa. Só que elas não percebem.
Na simbologia cristã o milagre do milho de pipoca está representado pela morte e ressurreição de Cristo: a ressurreição é o estouro do milho de pipoca. É preciso deixar de ser de um jeito para ser de outro.
Em Minas, todo mundo sabe o que é piruá. Falando sobre os piruás com os paulistas, descobri que eles ignoram o que seja. Piruá é o milho de pipoca que se recusa a estourar. Mas acho que o poder metafórico dos piru¦ás é muito maior. Piruás são aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem. Ignoram o dito de Jesus: "Quem preservar a sua vida perdê-la-á". A sua presunção e o seu medo são a dura casca do milho que não estoura. O destino delas é triste. Vão ficar duras a vida inteira. Não vão se transformar na flor branca macia. Não vão dar alegria para ninguém. Terminado o estouro alegre da pipoca, no fundo da panela ficam os piruás que não servem para nada. Seu destino é lixo.
sábado, 23 de outubro de 2010
O Clone
De barro, foi feito Adão. Soprou-lhe, Deus, a chama da vida. Andava Adão pelo paraíso. Sentiu-se só. Caiu em profundo sono. De Adão, foi retirada uma costela. Da costela, surgiu Eva. Estava inaugurada a reprodução clonada. Inicia, aí, a separação do homem, de si mesmo. Inicia, aí, a separação do homem, de Deus. Representa a descida do paraíso. Daí, advêm a palavra descendentes. Daí, advêm a chamada queda de Atlântida. A queda dimensional para mundos inferiores. Clone não é novidade. Não há razão para espanto. É a coisa mais antiga de que já se ouviu falar. Desde então, não somos mais seres completos. Buscamos a outra metade. Precisamos estar unidos a alguém, ou a alguma coisa. Fazemos alianças. Buscamos a reunificação. Projetamos isto no carro, no iate, no gato, no cachorro, na casa, na mulher, no homem. A necessidade de algo externo. Estamos, então, na necessidade. Necessidade é falta, é escassez. É ausência de Amor. Jorge Luiz Brandt
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Andando na corda bamba

Havia dois amigos do rei, e ambos haviam sido acusados de terem cometido um crime.
Por os amar, o rei quis mostrar sua misericordia, mas não podia inocenta-los,
Porque nem mesmo a palavra do rei pode prevalecer sobre a lei.
Assim, ele deu este veredito:
Uma corda foi esticada sobre um profundo precipício, e, um após o outro, os dois deveriam andar
sobre ela.
Quem alcançasse o outro lado teria a sua vida garantida.
Foi feito como ordenou o rei, e o primeiro dos amigos fez a atravessia a salvo.
O outro, ainda parado no mesmo ponto, gritou para ele:
"Diga-me, amigo, como conseguiu atravessar?"
O primeiro respondeu:
"A única coisa que sei é isto:
Sempre que me sentia caindo para um lado
eu me inclinava para o outro".
Não se entregue demais aos prazeres, nem renuncie demais.Não esteja somente no mundo e não fuja dele.Mantenha o equilíbrio. Quando sentir que está se entregando demais ao mundo, incline-se para a renúncia; e quando sentir que está se tornando um renunciante, um asceta, incline-se de volta aos prazeres.Fique no meio.
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
é muito feliz a pessoa que tem na vida dois amigos

Eu a entendi, bah, a entendi da cabeça aos sapatos. Antes de contar sobre o que me traz à conversa de hoje, devo relembrar que é muito feliz a pessoa que tem na vida dois amigos. Três só nos filmes... Ninguém tem.
Como costumo dizer, pai e mãe não valem nessa contabilidade dos amigos, irmãos, valem...
A Grazi Massafera, a jovem atriz da Globo, a que um dia ficou em segundo lugar num Big Brother Brasil, fez uma frase que me deixou motivado a vir até aqui para falar sobre o que ela disse. E não disse muito, disse apenas uma abissal verdade de todas as esquinas.
Perguntada por que, tão jovem como é, faz psicanálise, Grazi respondeu com a sabedoria das grandes estrelas: "Por falta de amigos sinceros". Na mosca, Grazi, na mosca, aperte aqui!
A leitora e o leitor não podem imaginar como é o mundo das comunicações, do teatro, do cinema, da televisão, não imagina. Se, por exemplo, você é ator, atriz, ou exerce qualquer função em linha de frente, se você aparece todos os dias para o público, você está na mira dos... dos amigos.
Imaginemos que você trabalhe no teatro, ou na TV, tanto faz. E alguém, num jornal qualquer, num blog desses tantos que andam por aí, fale mal de você, o critique. Sabe o que acontece no dia seguinte? Os "amigos" todos na empresa onde você trabalha o esperam na porta: "Leste o que escreveram contra ti". É assim, os "amigos" são assim, não deixam passar nada, desde que esse nada seja algo de ruim contra você.
Mas se alguém escrever bem sobre você, elogiar o seu trabalho, ninguém lerá, ninguém ouvirá, ninguém saberá de nada. Claro que todos leram, ouviram, sabem, mas ficam na moita, não lhe dizem nada. São assim os "amigos" nessa área da Grazi. Só da Grazi? Cala a boca, Prates!...
Já disse aqui que amigos são pessoas especiais, que jogam o nosso jogo e mesmo quando brigam conosco não nos atiram na cara os nossos segredos ou pontos fracos, revelados um dia em confidência de amizade.
A Grazi fez bem, na análise ela se "despe" e não precisa temer que o analista um dia jogue contra ela os segredos que ouve ou as descobertas que faz.
— Pô, Prates, tu desconfias de tudo, de todos, tu jogas água no chope dos outros, qual é?
Nada disso, leitora, apenas penso em voz alta. Mas que é melhor ter um olho no padre e outro na missa, ah, isso é. A Grazi começou ontem, mas não é trouxa. Vai longe.
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Segurando Um Ao Outro
jovem entrar no quarto e, inclinando-se sobre o paciente idoso em estado
grave, disse-lhe em voz alta: seu filho está aqui.
Com grande esforço, o velho moribundo abriu os olhos e, a seguir, fechou-os
outra vez.
O jovem apertou a mão envelhecida do enfermo e sentou-se ao lado da cama.
Por toda a noite, ficou sentado ali, segurando a mão e sussurrando palavras
de conforto ao velho homem.
Ao amanhecer, o manto escuro da morte caiu sobre o corpo cansado do enfermo.
Ele partiu com uma expressão de paz no rosto sulcado pelo tempo.
Em instantes, a equipe de funcionários do hospital encheu o quarto
para desligar as máquinas e remover as agulhas.
A enfermeira aproximou-se do jovem e começou a lhe dizer palavras de
conforto, mas ele a interrompeu com uma pergunta: quem era esse homem?
Assustada, a enfermeira respondeu: eu achei que fosse seu pai!
Não. Não era meu pai, falou o jovem.
Eu nunca o havia visto antes.
Então, porque você não falou nada quando o anunciei para ele?
Eu percebi que ele precisava do filho e o filho não estava aqui.
E como ele estava por demais doente para reconhecer que eu não era seu filho,
resolvi segurar a sua mão para que se sentisse amparado.
Senti que ele precisava de mim.
Nesses dias em que as pessoas caminham apressadas, sempre com muitos
problemas esperando solução,
não têm tempo sequer para ouvir o desabafo de um coração aflito,
um jovem teve olhos de ver e ouvidos de ouvir o apelo mudo de um pai no
leito de dor.
É tão triste viver na solidão...
É tão triste não ter com quem contar num leito de morte...
Se você tem um familiar enfermo, aproxime-se dele e segure firme a sua mão.
Ofereça-se para lhe fazer companhia, ainda que por alguns minutos.
Fique em silêncio ao seu lado para ouvir o que os ouvidos do corpo não
conseguem captar.
Seja uma presença amiga, sincera, que proporcione segurança.
E se você não tem um familiar enfermo, agradeça a Deus por isso e faça uma
visita a alguém que precisa de apoio.
Há tantos enfermos solitários precisando de um gesto qualquer de afeto para
sentir que viver ainda vale a pena.
Pense nisso e procure ser a companhia de alguém que precisa de você neste
exato momento.
Madre Teresa de Calcutá costumava dizer que ninguém tem que morrer sozinho.
Do mesmo modo, ninguém deve se afligir sozinho ou chorar sozinho; rir
sozinho ou celebrar sozinho.
Nós fomos feitos para viajar de mãos dadas através da jornada da vida.
Há alguém pronto para segurar a sua mão hoje. E há alguém esperando que você
segure a dele.
Paz no Coração
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
O Motivo do Grito

- Porque as pessoas gritam quando estão aborrecidas?
- Gritamos porque perdemos a calma, disse um deles.
- Mas, por que gritar quando a outra pessoa está ao seu lado, questionou novamente o pensador.
- Bem, gritamos porque desejamos que a outra pessoa nos ouça, retrucou outro discípulo.
E o mestre volta a perguntar: Então não é possível falar-lhe em voz baixa?
Várias outras respostas surgiram, mas nenhuma convenceu o pensador.
Então ele esclareceu:
- Vocês sabem por que se grita com uma pessoa?
O fato é que quando duas pessoas estão aborrecidas, seus corações se afastam muito. Para cobrir esta distância precisam gritar para poderem escutar-se mutuamente. Quanto mais aborrecidas estiverem, mais forte terão que gritar para ouvir um ao outro, através da grande distância.
Por outro lado, o que sucede quando duas pessoas estão enamoradas?
Elas não gritam. Falam suavemente.
E por quê? Porque seus corações estão muito perto.
A distância entre elas é pequena. Às vezes estão tão próximos seus corações, que nem falam, somente sussurram. E quando o amor é mais intenso, não necessitam sequer sussurrar, apenas se olham, ! e basta. Seus corações se entendem. É isso que acontece quando duas pessoas que se amam estão próximas.
Quando vocês discutirem, não deixem que seus corações se afastem, não digam
palavras que os distanciem mais, pois chegará um dia em que a distância será tanta que não mais encontrarão o caminho de volta.
Mahatma Gandhi
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Ivan Lessa: Pensamentos positivos e negativos
Um pequeno e pouco modesto exercício de pensamento positivo. Modalidade que, como não poderia deixar de ser, teve sua origem nos Estados Unidos. Está a uma fração de segundo da auto-ajuda, daquela livrarada toda, que, a rigor, só ajudou mesmo autores, editores e livreiros. Fica ainda a dez minutos da umbanda e suas variações e, não querendo ser controverso, mas sendo, também das diversas crenças religiosas que arrebanham fiéis não muito ladinos.
Não juro, mas pelo que me lembro e o pouco que pesquisei, toda essa auto-ajuda começou com Dale Carnegie, nos anos 30, com seu popular Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas. Tamanho foi seu sucesso, tantos foram os amigos feitos e as pessoas influenciadas, que o feliz escritor enfileirou em seguida Como Falar em Público e Influenciar Pessoas no Mundo dos Negócios (Carnegie sonhava alto) e ainda Como Evitar Preocupações e Começar a Viver.
Desnecessário lembrar como a obra do ilustre pensador mudou a face do mundo nesses 80 anos. Foi um tal de gente se abraçando pelo globo (não aquecido) afora influenciando e sendo influenciada. Sempre para o bem. As técnicas pregadas por Carnegie para lidar com as pessoas continuam válidas até nossos dias. Confiram:
* Não critique, não condene, não se queixe.
* Aprecie os outros honesta e sinceramente.
* Desperte um forte desejo na outra pessoa.
E pororó, pão-duro coisa e tal.
Divulgado o mapa da mina, não cessaram mais os livros de auto-ajuda. Não conheço, no entanto, uma única pessoa com mais de 35 de QI que tenha se auto-ajudado com a leitura de qualquer livro do gênero. Só quem escreveu e publicou levantou uma nota boa. Mesmo assim, correndo os riscos da violenta competição, que o ramo é uma briga de foice, e há uma real possibilidade de se acabar sendo excluído da sociedade dita letrada.
Auto-ajuda. O hífen continua? Continuará? Só se os lexicógrafos brasileiros se deram uma auto-ajudada. Vamos, no entanto, aos alfarrábios. Lá está: auto-ajuda é o esquema que consiste em fazer uso dos recursos mentais e morais para alcançar objetivos de ordem prática ou resolver dificuldades de ordem psicológica.
Valem, pois, as frases de almanaque. Feito:
* "A alegria é o segredo da beleza". Do estilista (ou fashion modista, como se diz no Brasil) Christian Dior.
* "Sorria bonito e deixe os outros tentarem descobrir qual o segredo de seu riso". Dan Brown, aquele mesmo do Código da Vinci.
* "Um jardim, como a vida, precisa ser visto na sua totalidade. Se nos detivermos na beleza de um detalhe, todo o resto parecerá feio". Paulo Coelho
* "Tudo que é feito no presente afeta o futuro por consequência e o passado por redenção". Também de Paulo Coelho, um dos brasileiros que mais se auto-ajudou à custa dos desprovidos de... de... pois é.
Chega agora sob forma de livro a auspiciosa notícia de que o "pensamento positivo", outro cacoete americanizado, não passa de besteira misturada a malandragem. Trata-se do livro Sorria ou Morra: Como o Pensamento Positivo Enganou a América e o Mundo, de Barbara Ehrenreich (Granta, £11). Serena e devagar, a autora mostra como do Prozac aos discursos do então candidato de Barack Obama ("Yes we can", Sim, podemos, lembram-se?) passando pelos evangelistas, tudo não é mais que empulhação da grossa e que o mercado motivacional, que inclui politicagens, consiste de uma poderosa indústria de US$ 21 bilhões por ano.
Ehrenreich junta todos os elementos, com suas origens - olha a auto-ajuda e Dale Carnegie aí -, para mostrar que tudo é magia e nada mais que magia. Inclusive e principalmente a indústria das hipotecagens bancárias. Magia nem sempre da branca. Saravá, digo eu, e jogo na neve do jardim aqui em frente um buquê de rosas brancas para Iemanjá, ou seja qual for sua regra três no Hemisfério Norte a - 2ºC.
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
A cenoura, o ovo e o café

Então, seu pai levou-a até a cozinha. Encheu três panelas com água e colocou cada uma delas em fogo alto. Logo, as panelas começaram a ferver. Em uma delas, colocou cenouras, em outra, ovos e, na última, pó de café. Deixou que tudo fervesse, sem dizer uma palavra. A filha deu um suspiro e esperou impacientemente, imaginando o que ele estaria fazendo.
Minutos depois, ele apagou o fogo. Pegou as cenouras, os ovos e o café, colocando-os em recipientes separados. Virou-se para a filha e perguntou:
- Querida, o que você está vendo?
- Cenouras, ovos e café - ela respondeu.
Ele a trouxe para mais perto e pediu-lhe para experimentar as cenouras. Ela obedeceu e notou que as cenouras estavam macias.
Ele, então, pediu-lhe que pegasse um ovo e o quebrasse. Ela obedeceu e, depois de retirar a casca, verificou que o ovo endurecera com a fervura.
Finalmente, ele lhe pediu que tomasse um gole do café. Ela sorriu ao sentir seu aroma delicioso e então perguntou:
- O que isto significa, pai?
- Cada um destes – a cenoura, o ovo e o café – enfrentou a mesma adversidade, a água fervendo, mas cada um reagiu de maneira diferente. A cenoura, outrora crua e rígida, amolecera e se tornara frágil. Os ovos, antes frágeis, mesmo com sua casca protegendo o líquido interior, tornaram-se firmes e mais resistentes. Já o pó de café é incomparável: depois que o coloquei na água fervente, ele mudou a própria água.
Após profundo silêncio, o pai prosseguiu:
- Qual deles é você? Quando a adversidade bate à sua porta, como você responde? Você é a cenoura, o ovo ou o pó de café? Você é como a cenoura, parecendo firme e forte, mas, com a dor e a adversidade, murcha e se torna frágil, perdendo sua força? Ou será que você é como o ovo, começando maleável, mas, depois de sofrer alguma pressão da vida, torna-se dura? Sua "casca" até parece a mesma, mas por dentro, você está dura. Será que você é como o pó de café? Você transforma o meio que a aflige, altera o que está trazendo a dor e oferece algo melhor e mais gostoso do que havia antes da adversidade?
domingo, 27 de dezembro de 2009
Sobre xicaras café e Pessoas

Um grupo de ex-alunos, todos muito bem estabelecidos profissionalmente, se reuniu para visitar um antigo professor da universidade. Em pouco tempo, a conversa girava em torno de queixas de estresse no trabalho e na vida como um todo.
Ao oferecer café aos seus convidados, o professor foi à cozinha e retornou com um grande bule e uma variedade de xícaras - de porcelana, plástico, vidro, cristal; algumas simples, outras caras, outras requintadas; dizendo a todos para se servirem. Quando todos os estudantes estavam de xícaras em punho, o professor disse:
Se vocês repararem, pegaram todas as xícaras bonitas e caras, e deixaram as simples e baratas para trás. Uma vez que não é nada anormal que vocês queiram o melhor para si, isto é a fonte dos seus problemas e estresse.
Vocês podem ter certeza de que a xícara em si não adiciona qualidade nenhuma ao café. Na maioria das vezes, são apenas mais caras e, algumas vezes, até ocultam o que estamos bebendo. O que todos vocês realmente queriam era o café, não as xícaras, mas escolheram, conscientemente, as melhores xícaras... e então ficaram todos de olho nas xícaras uns dos outros.
Agora pensem nisso:
A Vida é o café, e os empregos, dinheiro e posição social são as xícaras. Elas são apenas ferramentas para sustentar e conter a Vida... e o tipo de xícara que temos não define, nem altera, a qualidade de Vida que vivemos.
As vezes, ao nos concentrarmos apenas na xícara, deixamos de saborear o café que Deus nos deu.
Deus côa o café, não as xícaras...
Saboreie seu café!!!!!
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Que o Cristinho da manjedoura lhe pisque o olho

Há uma estrepitosa maioria que se vai deprimir esta noite. Vão chorar, vão procurar pretextos para brigar, vão fechar a cara diante da aparente felicidade de outras pessoas, etc, etc.
Se tivéssemos uma estatística de consumo de medicamentos desta noite de Natal ficaríamos arrepiados, tantos são os que se vão engasgar com ansiolíticos, antidepressivos ou mesmo vão perder a consciência bebendo... Não, esta não é uma noite de paz para muita gente, para a maioria, se o mundo como um todo for considerado.
Todavia, vamos tentar esquecer os que têm contas a acertar com a vida ou se veem como vítimas da sorte... vamos tentar. Quero então pedir — de mãos juntas — que os emburrados existenciais, os que estão escondendo encrencas produzidas por suas frustrações, e que as dissimulam durante o ano, que por favor não estraguem a festa dos outros nesta noite especial.
A tia problemática, a mulher que não se vê amada, o marido que se acha um cão chutado, os irmãos que não se toleram, os convidados que não passam de corpos presentes na festa, essa gente dos escândalos emocionais, enfim, que fique quieta, que feche a boca e que vá lá para fora, no pátio, na sacada, fumar um cigarro, passar a mão no cachorro, o que for, só não aborreça os outros.
Se um preventivo, leia esta mensagem antes da festa — claro, vai dar um bafafá, os amuados não gostam de ser desmascarados. Mas que fique claro, o imbecil que fizer cara feia hoje à noite, que brigar por qualquer dá-cá-essa-palha, merece ouvir uns desaforos.
Aliás, é caso de internação psiquiátrica de quem desnuda mágoas e mau-caratismo justamente esta noite. Esta noite é do Cristinho que nasce simbolicamente — ou deve nascer — no coração de todos. Se não for assim, que farsa é essa, que Natal os desmancha-prazeres estão fazendo?
Sabe o que mais, leitor? Perdi meu tempo. Rezo para que sua festa seja em paz, que o Cristinho da manjedoura lhe pisque o olho de comparsa, e que seja o Natal mais feliz da sua vida. E seu também, leitora. Bom Natal pra vocês, depois me contem como foi a festa.
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
A verdadeira cor da roupa do papai Noel era marrom

Muitos valores que antes eram cultivados estão perdidos graças à falta de religiosidade e, principalmente, à desestruturação da família. Há duas décadas ainda era comum ver famílias bem estruturadas, na qual pai e mãe educavam e passavam aos seus filhos educação, carinho e ensinavam o verdadeiro sentido da vida. Mas infelizmente tudo mudou, hoje é raro encontrar pais que se preocupam com o futuro da prole, pois nem os próprios sabem o que querem da vida. E isso se dá pelo fato de gerarem crianças, cada vez mais cedo, sem responsabilidade. Com isso, hoje em dia, ao chegar o natal, as crianças só pensam em ganhar presentes sem pensar que por trás desta festa, há uma comemoração muito mais valiosa que qualquer presente, que é a celebração do nascimento de Cristo. Não podemos apenas comer, beber, abrir presentes sem mesmo lembrar que acima disso tudo, há um Pai que vela por nós e que está sempre nos abençoando. Chega a ser até egoísmo só pensar na diversão. O "Papai Noel" é apenas um símbolo que utilizamos uma vez por ano. Já o "Papai do Céu", é aquele que, mesmo sem vê-lo, sabemos que existe e recorremos quando nos encontramos em difíceis situações. E é isso que as nossas crianças precisam verdadeiramente saber para poder festejar o natal conscientemente, um natal significativo, e não apenas poder se alegrar com presentes. Por fim sobrou até para o bom velhinho, pois ele não tem nada a ver com o verdadeiro significado do natalino. Ele apenas foi criado para lembrar que as pessoas têm que comprar presentes e que se ele não passar pela sua casa com o saco vermelho, o natal não existe. E isso não é bem assim. A verdadeira cor da roupa do papai Noel era marrom, e foi trocada pela vermelha e branca para combinar com as cores da coca-cola, ou seja a sua imagem está intrinsecamente ligada ao consumismo e não ao fraternalismo como deveria.
Você se considera uma pessoa feliz

Se você parar para refletir sobre sua vida, o que exatamente irá encontrar? Pare agora e faça um balanço de sua infância, desde o lugar onde nasceu até agora, percorrendo sua adolescência, idade madura e, se for o caso, a velhice.
O que você encontra? Você se considera uma pessoa feliz? Acha que conseguiu realizar a maior parte de seus sonhos, mesmo aqueles que você considerava "impossíveis" de se realizar? Ou não. Sente-se frustrado, triste, até um pouco recalcado por não ter conseguido realizar nenhum de seus sonhos, deixando esse trabalho para Deus ou seja lá quem for?
É lógico, para mim, que Deus e o universo, sua criação, estão ao nosso lado para dar aquele empurrãozinho que, inevitavelmente, pedimos. Mas você precisa, ao menos, saber para onde quer que Deus te empurre, não é mesmo?
Acredito, e isso não é novidade para nenhum de meus leitores, que somos responsáveis pela criação de nossa realidade, contanto que nossos desejos estejam de acordo com as leis do universo.
Por isso achei interessante oferecer um "guia prático" de bem viver, para, quem sabe, você utilizá-lo para criar um dia a dia mais feliz para você, seus familiares e amigos. Mas a construção dessa nova realidade requer atitude, comprometimento e determinação para a transformação de antigos hábitos, já desnecessários em suas vidas, em hábitos mais positivos e saudáveis. E isso se faz de duas maneiras: consciência e treino. Achei interessante enumerá-los, para facilitar o desenvolvimento de alguns, ou de todos eles, conforme a sua necessidade:
1. Determine-se a sofrer menos. Lide de forma mais tranqüila com as adversidades, não se desespere. Na maioria das vezes, quando nos desesperamos perdemos a capacidade de raciocínio e tomamos atitudes que, em sã consciência, não tomaríamos.
2. Procure compreender, não só racionalmente, mas com o coração, que uma das maiores leis que existe do planeta é a da transitoriedade. Nada é permanente, tudo passa. A vida é uma grande roda na qual estamos atados. Em um momento estamos em cima, e nessa hora devemos agradecer ao universo e não deixar passar as oportunidades e as bênçãos que este nos dá, e nos preparar para "os dias mais frios" que, inevitavelmente, chegarão. Quando sabemos que o inverno virá, de uma forma ou de outra, deixamos alguma lenha reservada para nos aquecer nas noites frias.
3. Busque o prazer. Pare de fazer o que não gosta só para agradar a pessoas que não dão a mínima pra você. Não seja tolo, ame-se, seja mais amoroso com você, não se violente fazendo o que não gosta. Permita-se dizer não.
4. Se a vida te dá um limão, aprenda a fazer uma refrescante limonada. Pare de se queixar do que não possui. Aprecie o que a vida deu a você e, se tiver disponibilidade interna para isso, poderá observar que tem o bastante para este momento, e que se acha pouco, deve começar desde já a construir um futuro mais abundante. A queixa só mostra que você ainda está atrelado à sua criança abandonada, impotente em sua dependência. Coloque em sua cabeça que não somos marionetes nas mãos de uma grande força invisível. Se sua vida não está boa, faça melhor daqui para frente!
6. Ocupe-se de poucas coisas. Se você é o tipo de pessoa viciada em fazer muitas coisas, ter diversas atividades em um só dia, desculpa, mas você nunca conseguirá tranqüilidade. Sua alma estará sempre ansiosa e atormentada. Seja mais amoroso com você, observe seus limites e respeite-os.
7. Busque dentro de você pensamentos de paz e harmonia. Saia do desassossego. Comece por diminuir seu ritmo de respirar, de andar e até de pensar. Momentos de ócio são ótimos remédios para o corpo e a alma.
8. Aceite os obstáculos que a vida impõe a você sem se achar a pessoa mais sofredora deste planeta. Acredite, existem pessoas que neste exato momento estão sofrendo bem mais do que você. Busque a compreensão e a serenidade. mesmo em meio às adversidades.
9. Busque e pratique a simplicidade. Diminua o tamanho de sua ambição. Já parou para pensar nisso? Ou ainda está preso na armadilha social de "somente ser alguém se for bem-sucedido"? Será que você precisa mesmo de tudo o que considera importante neste momento? Seja simples e natural - no falar, no vestir, no pensar. Lembre-se: a vida é uma só e o momento é agora.
10. Viva cada momento a seu tempo, um dia de cada vez. Para isso, desenvolva a fé de que há algo ou alguém cuidando de você. Faça a sua parte e entregue o que não está sob seu controle a Deus. Confie, ele se encarregará de cuidar para que tudo dê certo.
11. Não se submeta aos humores dos outros - viva e seja você mesmo, independentemente do que o outro é e sente em relação a você.
12. Procure ser independer. Deposite a construção de sua felicidade apenas em você. Quando você aprender a se amar, tudo te será dado. Ame-se, namore-se, cuide-se, apaixone-se por você. Não de maneira narcisista, mas como filho de Deus que você é. 13. Pare de fazer planos a longo prazo, pois dessa forma você perde o controle sobre sua vida. Faça-os ano a ano, pois dessa forma é possível organizar seus passos. Mas planeje fazer coisas que estão sob seu controle.
14. Tenha como objetivo melhorar e desenvolver o que tem de melhor e aperfeiçoar o que ainda não está bom, mas de maneira amorosa e racional.
15. Você pensa na morte? Pois pense. Você é mortal, sabia? Nenhum de nós escapará desse destino. Não pense na morte de maneira mórbida, mas como o final natural e inevitável desta linda jornada por este planeta.
16. Aprenda a envelhecer com dignidade. Cultive sua alma, suas melhores qualidades, seu amor e cuide de seu corpo, sem neuroses. Seja feliz!
sábado, 12 de dezembro de 2009
O Bordado

Quando eu era pequeno, minha mãe costurava muito. Eu me sentava no chão,brincando perto dela, e sempre lhe perguntava o que estava fazendo.
Respondia que estava bordando. Todo dia eram a mesma pergunta e a mesma resposta.
Observava seu trabalho de uma posição abaixo de onde ela se encontrava sentada e repetia:
"Mãe, o que a senhora está fazendo?" Dizia-lhe que, de onde eu olhava, o que ela fazia me parecia muito estranho e confuso. Era um amontoado de nós e fios de cores diferentes, compridos, curtos, uns grossos e outros finos. Eu não entendia nada. Ela sorria, olhava para baixo e gentilmente me explicava:
"Filho, saia um pouco para brincar e quando terminar meu trabalho eu chamo você e o coloco sentado em meu colo. Deixarei que veja o trabalho da minha posição."
Mas eu continuava a me perguntar lá de baixo:
"Por que ela usava alguns fios de cores escuras e outros claros?"
"Por que me pareciam tão desordenados e embaraçados?"
"Por que estavam cheios de pontas e nós?"
"Por que não tinham ainda uma forma definida?"
"Por que demorava tanto para fazer aquilo?"
Um dia, quando eu estava brincando no quintal, ela me chamou: "Filho, venha aqui e sente em meu colo."
Eu sentei no colo dela e me surpreendi ao ver o bordado. Não podia crer!
Lá de baixo parecia tão confuso! E de cima vi uma paisagem maravilhosa!
Então minha mãe me disse:
"Filho, de baixo, parecia confuso e desordenado porque você não via que na parte de cima havia um belo desenho. Mas, agora, olhando o bordado da minha posição, você sabe o que eu estava fazendo."
Muitas vezes, ao longo dos anos, tenho olhado para o céu e dito: "Pai, o que estás fazendo?"
Ele parece responder:
"Estou bordando a sua vida, filho."
E eu continuo perguntando:
"Mas está tudo tão confuso... Pai, tudo em desordem. Há muitos nós, fatos ruins que não terminam e coisas boas que passam rápido. Os fios são tão escuros. Por que não são mais brilhantes?"
O Pai parece me dizer:
"Meu filho, ocupe-se com seu trabalho, descontraia-se, confie em Mim... e Eu farei o meu trabalho. Um dia, colocarei você em meu colo e então vai ver o plano da sua vida da minha posição."
Muitas vezes não entendemos o que está acontecendo em nossas vidas. As coisas são confusas, não se encaixam e parece que nada dá certo. É que estamos vendo o avesso da vida. Do outro lado, Deus está bordando...
by Prof. Damásio de Jesus
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